Ana Maria Ferreira

Como imaginava a sua vida social depois da reforma – e o que aconteceu realmente?

Senti-me bastante realizada na minha atividade profissional. Foram 40 anos preenchidos, nem sempre fáceis de conciliar com a vida pessoal, mas consegui equilibrar. A pré-reforma reforçou o convívio com família e amigos e permitiu desenvolver hobbies. Apesar de um curto período de adaptação, criei rotinas e encontrei nas Universidades Seniores, Bibliotecas e Coletividades espaços úteis.

Quais foram as mudanças mais marcantes nas suas rotinas de convívio?

Na reforma, deixamos colegas com significado. Perder esse contacto pode ser difícil, mas como muitos amigos se pré-reformaram na mesma altura, mantivemos o convívio e partilha de atividades. Foi também oportunidade de estar mais com família e outros círculos.

Sente que o círculo de amigos e conhecidos cresceu, diminuiu ou transformou-se?

Os amigos mantiveram-se e o círculo transformou-se com a integração em grupos como a AREP, criando laços.

Que papel desempenham hoje as atividades culturais, comunitárias ou de lazer da AREP na sua vida?

Como voluntária e dirigente da AREP, encontro propósito e interesse nas visitas, palestras e celebrações promovidas, além de acompanhar atividades através da Revista e redes sociais.

Se pudesse dar um conselho a quem está prestes a reformar-se, qual seria?

Aconselho quem se aproxima da reforma a preparar esta fase, mantendo rotinas e laços sociais. O isolamento pode ser um risco, mas a AREP ajuda a preveni-lo e a apoiar associados mais vulneráveis.

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