Henrique Rodrigues Pinto
Central Termoelétrica do Carregado
Como ensinou São Paulo na primeira carta aos Colossenses: “Não mintais uns aos outros”.
Henrique Pinto, de nome completo Henrique Rodrigues Pinto, natural da Freguesia de Pedroso, em V. N. Gaia, onde nasceu em 1939, no intervalo das guerras Civil de Espanha e da 2ª Mundial, no seio duma humilde família de seis filhos, cujas origens, quer do lado paterno, quer do lado materno, se constituiu a partir de avós que desceram da sua terra, desde as graníticas terras beirãs até ao litoral duriense, em busca de pão mais macio.
Este nosso colega, terminada a escolaridade obrigatória e depois de cerca de seis anos de trabalhador na construção civil, começou a sua carreira profissional na nossa empresa, na Barragem de Picote, em Janeiro de 1957, aonde se foi juntar a seu pai que já lá estava há mais de dois anos.
Àquela primeira obra da HED (Hidroeclétrica do Douro) seguiram-se as barragens de Miranda e de Bemposta, até que chegou o tempo do serviço militar e a prestação deste na chamada Guerra Colonial, em Angola, no Batalhão Nº 88, o primeiro que embarcou após o rebentamento do conflito. Terminada esta etapa em 1963, regressou à Metrópole e agora à Barragem de Bemposta, em fase já adiantada da sua construção.
Em Janeiro de 1966 inicia a sua colaboração na construção da Barragem do Carrapatelo, trabalhando na equipa que montava os popularmente chamados blondins – gruas de cabos aéreos presos a uma torre fixa numa margem e a outra móvel na margem contrária, as quais haveriam de transportar todo o material e equipamento necessário à construção da obra. Depois, em 1971, quando se aproximava o fim daquela obra e porque se havia constituído a CPE – Companhia Portuguesa de Electricidade, que resultou da fusão das principais empresas do ramo no nosso país, oferecendo aos trabalhadores um vasto leque de opções e porque tinha um filhote que ao tempo tinha 2 anos e era preciso desde logo começar a preparar o seu futuro, candidatou-se e foi transferido para a nova Central Termoelétrica do Carregado, onde se manteve até à passagem à pré-reforma em 1998.
Este nosso colega diz-nos que sempre gostou daquilo que fez na empresa – Mecânico, Operador de Bloco, Técnico de Segurança – mas que onde mais se realizou foi no contacto com as pessoas e no sentimento de prestação de serviço público, prazer que só é comparável aos mandatos para que foi eleito pelos trabalhadores, quer logo em 1969 para o Órgão de Base do Conselho de Pessoal, quer para as estruturas da Comissão de Trabalhadores da EDP, quer como delegado e dirigente sindical. Na sua área de residência, foi também autarca e dirigente associativo, do que muito se honra, até que a vida familiar aconselhou a sua deslocação para bem longe, para as tarefas de avô. Este nosso colega tem como principais motivações para preencher o pouco tempo vazio de que pode dispor: ler, olhar e… comunicar.
(destaques e sublinhados da responsabilidade do informarep)
