José Gomes dos Santos
Voluntário Tesoureiro da Direção Central da arep
“Quero continuar a fazer voluntariado, é sinal de que tenho saúde”.
José Carlos Gomes dos Santos tem 73 anos de idade e entrou para a Central Termoeléctrica do Carregado em 1967, com 23 anos. Reside na Caparica e é associado da arep desde 1991 com o número 2195.
Conhecido como Gomes dos Santos, começou a trabalhar como técnico de manutenção da central, função em que se manteria ao longo dos anos, incluindo nas centrais da Tapada do Outeiro e de Sines nas quais também trabalharia, até passar à reforma em 2004, aos 60 anos.
Um ano depois de se reformar, participou numa reunião promovida pela EDP de preparação para a reforma. Compreendeu então como era importante que os reformados tivessem uma atividade para ocupar os seus tempos livres. Foi assim que, respondendo a um apelo para ser voluntário na arep, aderiu imediatamente, iniciando as suas atividades de voluntariado na associação em 2006, onde começou por atender e dar seguimento aos pedidos dos associados.
Rapidamente, no entanto, lhe foi solicitado apoio noutras atividades, passando a integrar a Direção Central da arep, como tesoureiro, a partir de 2008. Todavia, como voluntário, o seu envolvimento tem ultrapassado em muito as exigências dessa função. Deve-se-lhe a criação e manutenção de uma base de dados integrada que regista as informações relevantes dos associados e faz parte do Grupo de Apoio Social (GAS), hoje coordenado pelo engenheiro Graça Lobo, por onde passa a análise dos casos sociais que chegam à arep e são formuladas propostas de ação, quer para a Direção Central, quer para o Fundo de Apoio Social. Como membro do GAS, cabe-lhe a responsabilidade de organizar e emitir regularmente toda a estatística das iniciativas sociais que vão sendo desenvolvidas pela arep.
Para Gomes dos Santos, o voluntariado “é uma atividade em que nós damos parte do nosso tempo disponível, não é uma obrigação, é um compromisso”, e sublinha que “quando se assume um compromisso é para cumprir porque alguém espera o nosso trabalho”.
Além de voluntário na arep, Gomes dos Santos é também, desde 2005, voluntário no Hospital da Forças Armadas, então ainda com a designação de Hospital da Força Aérea. Segundo explicou, o seu trabalho passa essencialmente por falar e ouvir os doentes, sem se envolver nos trabalhos que são da responsabilidade dos auxiliares e enfermeiros, garantindo-se assim um bom ambiente com todo o pessoal do hospital. “No final de um dia de voluntariado saímos satisfeitos pelo prazer de poder confortar e tranquilizar alguns doentes. Existem momentos que são mais importantes que as vaidades da vida”, diz.
Reconhece que fazer voluntariado implica gastar dinheiro em almoços e transportes, o que é preferível a gastá-los na farmácia e em medicamentos. Por estas razões, adianta: “quero continuar a fazer voluntariado, é sinal de que tenho saúde”.
O seu desejo era que, no futuro, a reforma fosse concedida cada vez mais cedo para que o trabalho fosse todo voluntário e permitisse à Humanidade a liberdade de poder escolher a maneira como deseja viver.
1ºT/2017
