Elisabete Saleiro
Voluntária

“Quem quer passar além do Bojador, tem que passar além da dor” – Fernando Pessoa
Admitida na Hidroeléctrica do Zêzere em Junho de 1969, para o Serviço de Finanças e Contabilidade, a Elisabete Marques Saleiro assistiu alguns meses depois à fusão da Rede Elétrica Primária com a constituição da CPE.
Em 1972, é convidada a integrar a Direção Central de Organização onde decorria o processo de reestruturação desta nova empresa, para dar apoio de secretariado não só aos membros da Direção como ao consultor inglês ligado ao processo. No ano seguinte é designada secretária do Diretor Central, Eng. Sidónio Paes, iniciando o seu percurso de secretariado e tradução que durou mais de 30 anos. Em 1976, já na EDP, é colocada na Direção Geral.
Em 1980, transferida para o Secretariado de Administração da EDP, secretariou dois dos Presidentes do Conselho – Eng. Raúl Bessa e Dr. José Castro Rocha. Com a saída deste, em 1992, é colocada na Direção Central de Planeamento como assistente de gestão, onde realizou trabalhos de tradução técnica colaborando na tradução do “Modelo Valorágua” e do Tarifário de Energia Elétrica, então em vigor. Apoiou a Direção, nos trabalhos relacionados om a sua representação na UNIPEDE, no domínio das tarifas de eletricidade.
Em 1996 é novamente requisitada para o Secretariado da Administração, para secretariar o novo Presidente, Dr. António de Almeida, tendo permanecido neste lugar com a vinda do Dr. Mário Cristina de Sousa. Foi um dos períodos mais trabalhosos e absorventes da sua carreira, pois abrangeu a 1ª, 2ª e 3ª fases de privatização da Empresa.
Em 2000 é requisitada como assessora para o Gabinete do Ministro da Economia, no XIV Governo Constitucional. De regresso à Empresa passa à situação de pré-reforma, com 33 anos de serviço. Diz guardar do seu percurso profissional a riqueza do conhecimento adquirido, quer ao nível profissional quer ao nível de relações humanas. Além de comunicar com toda a macroestrura, teve a oportunidade de receber na Empresa, muitas figuras do setor empresarial e financeiro, não só a nível nacional como internacional.
Tentou sempre conciliar a vida profissional com a vida familiar, embora com muito sacrifício. Agora os seus filhos, de quem muito se orgulha, presentearam-na com quatro netos que adora e apoia sempre que lhe é possível. Além disso gosta muito de ler, ir ao cinema e de música (cantou no Coro Adulto de Santo Amaro de Oeiras durante 15 anos, como contralto, sob a direção do Maestro César Batalha).
Na vida tem aprendido que, tal como diz o grande Poeta Fernando Pessoa ” … quem quer passar além do Bojador, tem que passar além da dor …”.
Colabora, sempre que lhe é possível, como voluntária da arep, desde 2014, contando neste momento 28 anos de associada. Acredita com toda a convicção no objetivo principal da nossa Associação – ajudar os associados mais carenciados!
2º Trimestre 2018
