Ana Mesquita Sousa

Como imaginava a sua vida social depois da reforma – e o que aconteceu realmente?

Nos últimos anos de profissão imaginei várias ocupações, mas ficaram o voluntariado, o regresso ao ginásio, a leitura, pequenas viagens, visitas a museus e mais convívio com amigos. Com o COVID, muitos afastaram-se e percebi que a reforma não era um sonho, mas sim uma mudança de rotinas.

Quais foram as mudanças mais marcantes nas suas rotinas de convívio?

A mudança mais marcante foi deixar de ver, de um dia para o outro, os rostos de quem gostava e com quem partilhava momentos há décadas. Com o tempo, reatam-se convívios antes adiados e surgem amizades fora do trabalho. É tempo de descobrir outras batalhas e novos sentimentos.

Sente que o círculo de amigos e conhecidos cresceu, diminuiu ou transformou-se?

O círculo de amigos transformou-se: uns seguiram o seu rumo, outros mantêm-se ocupados, mas há reencontros ocasionais sempre agradáveis e mais serenos nesta fase.

Que papel desempenham hoje as atividades culturais, comunitárias ou de lazer da AREP na sua vida?

Só ao iniciar atividade na AREP despertei para os programas de lazer. Viajar com conhecidos e novos companheiros tem sido gratificante, deixando sempre vontade de repetir.

Se pudesse dar um conselho a quem está prestes a reformar-se, qual seria?

O voluntariado enriquece as relações e contribui para a nossa formação pessoal. Sempre recomendo a quem possa envolver-se.

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